Como criar crianças felizes?

criancafelizQue nossos filhos sejam felizes. Esse é o desejo de todos os pais e mães, sem exceção. Mas o que fazer para que eles sejam realmente felizes?

Em primeiro lugar amor e carinho. E em segundo lugar, a capacidade do adulto de administrar seu estresse.

“Praticar técnicas de relaxamento e esportes e investir na própria psicoterapia favorece a capacidade de entender melhor o que sentimos e as chances de cuidar bem de crianças”.

É o que diz um dos artigos publicados pela Biblioteca Mente e Cérebro, que traz as revelações da ciência sobre o que funciona na hora de tomar decisões sobre educação.

Também estão na lista das 10 maneiras de criar filhos felizes:

  • mostrar para os filhos a importância de manter relações afetivas verdadeiras, como viver um casamento saudável, por exemplo
  • incentivar autonomia da criança
  • valorizar a curiosidade dos filhos e a disposição de aprender
  • conversar com as crianças, especialmente nos momentos em que vivem temas delicados
  • proporcionar um estilo de vida saudável

“A criança não separa os processos cognitivos dos sentimentos. O estímulo da capacidade intelectual precisa do contato emocional.”

Além do Volume 3 da coleção Mente e Cérebro, que fala sobre Crianças Felizes, também estão ótimos os volumes sobre Criatividade e sobre Aprender Mais e Melhor. Eu tenho comprado e estou adorando a leitura.

coleção mente e cérebro

Segundo filho, quarto novo e brincadeira de astronauta

Logo, logo, minha segunda filha vai nascer. Isso quer dizer que entre as milhares de novidades que um irmão é pra uma criança de quase 4 anos, vamos preparar um quarto novo na casa. Mas sempre com a preocupação de fazê-lo perceber que ele é super importante aqui em casa, que o espaço dele na casa e nas nossas vidas está garantido, quisemos que o Vicente pudesse escolher como ele queria que o quarto dele fosse. E começamos a mudar.

Pra nossa total surpresa o pedido foi suuuuper fácil(!): a galáxia do Darth Vader e do Yoda. Putz… Como fazer isso?

A primeira que pensamos foi criar um painel de galáxia pra instalar na parede. Fizemos tudo junto, com ele participando. Na verdade ainda estamos fazendo. Ele e o papai pintaram sobre uma prancha de madeira um fundo preto com aquela tinta de quadro negro. Com um pouco de tinta branca, amarela e vermelha pra criar um efeito, eles respingaram gotinhas de tinta bem pequenas na parte de cima do painel. E no final, colocaram ainda aqueles adesivos que brilham no escuro. Ficou lindo e o Vi ainda ganhou uma lousa no quarto!

Aí, sem querer (ou acreditando que coincidências não existem) encontrei uma luminária muito legal de foguete com lâmpada LED. O foguete sai da base e toda noite ilumina o painel na parede pras estrelas ficarem bem brilhantes.

Entramos totalmente nessa onda de galáxia. E a mamãe criativa está há alguns dias montando foguetes, naves espaciais, marcianos e jedis de feltro. Tô adorando a brincadeira. Vou fazer um móbile pro teto e outros pra pendurar na cortina.

E hoje, inspiradíssima, olhei pra uma caixa de sapato e ‘enxerguei’ uma mochila de astronauta. Fizemos os três juntos e ficou muito legal.É essa aí na foto ao lado.

Olha só: encapamos a caixa com papel laminado azul. Depois, cobrimos com papel alumínio 2 rolinhos de papel higiênico, colamos na parte de baixo da caixa com fita dupla face (cortamos e dobramos as pontinhas pra poder colar). Cortamos umas tiras de papel vermelho e amarelo e prendemos dentro dos rolinhos de papel com fita dupla face. O Vicente criou os botões da mochila, inclusive tem um de pulos bem baixinhos pra usar de noite e não atrapalhar os vizinhos do andar de baixo (juro que foi ideia dele!). Aí furamos a parte de trás da caixa com parafuso – detalhe de mestre pra ficar bem caprichado e, claro, ideia do marido, que também passou a fita de cetim pelos furinhos pra criar a alça. Mochila pronta, vários vôos pelo espaço aqui em casa.

O Darth e o Ioda ainda não apareceram em lugar nenhum. Mas a felicidade do Vicente com a galáxia que a gente mesmo está construindo, um pouquinho todo dia, está incrível. Tenho certeza que será uma super memória pra gente.

Domingão taí, pra brincar de inventar!

 

Memórias: quais são as que temos e quais queremos que fiquem pros nossos filhos?

A neurociência tem nos estimulado a pensar muito sobre quem somos e sobre as memórias que nos fazer ser quem somos. O que você lembra da sua infância? O que foi marcante pra você ser quem você é hoje? E quais dessas memórias te ajudam a tomar decisões? Eu compreendo que muitas coisas que vivi influenciam muito nas decisões que tenho tomado na vida e principalmente nos valores em que acredito. Minhas muitas férias na praia com a família toda tornaram meus primos meus irmãos. Os almoços que adorávamos fazer no domingo em um restaurante  com meus pais e meu irmão (e desde aquela época eu já gostava de pedir sempre o mesmo prato) eram um momento de memória da minha família. A vasilha cheia de frutas depois de cada jantar que meu pai trazia pra gente mantém a fruteira sempre cheia aqui em casa até hoje (sinal de saúde!).

Tenho certeza que você também tem muitas memórias maravilhosas. Mas o que será que ficará pros nossos filhos?

Se hoje temos tanta consciência da relevância da memória pra ser quem somos, que memória estamos contruindo com nossos filhos?

Vamos começar a compartilhar aqui no blog mais algumas reflexões e ideias que tivemos sobre isso.

Pra começar, um artigo da Suzana Herculano-Houzel que eu adoro e fala uma coisa muito importante: “nem todas as memórias permanecem; as que não são revisitadas com frequência aos poucos vão se perdendo, cedendo lugar a outras, talvez.O registro externo é uma ajudinha para, daqui a uns anos, eu lembrar melhor e com mais detalhes dos eventos que me levaram até ali.”

Nós somos, afinal, o somatório não só desses eventos, mas também do registro que deles fica no cérebro, acessível à recordação consciente.