Fotografias de baleia jubarte

Sabe quando seu filho faz um desenho que na primeira olhada deixa você ainda na dúvida: “Hum, o que bem será isso?” Uns rabiscos, algumas cores; fino, grosso, pontinhos.
“O que é isso filho?
– É uma baleia jubarte, papai…
Nossa!”
Talvez sejam seus olhos, não o desenho dele; talvez seja apenas o ponto de vista, literalmente.
Muitas vezes nossos olhos de adultos desacostumam a ver o mundo real, como ele é, e ficam fantasiando perfeições que só existem dentro de nossas cabeças fechadas.
a terra vista do ceu - yann arthus-bertrandQuarta-feira a noite, quase chuva, eu passava pelas ruas ao lado do Parque Trianon (R. Peixoto Gomide). Com passo apertado, eu só queria chegar, mas fui impelido a parar, olhar e ver a exposição “A Terra Vista do Céu” (Yann Arthus-Bertrand), que acabara de ser instalada ali.
Enxeram-me os olhos adultos diversas telas com as mais plásticas e coloridas imagens (fotografias), de um ângulo muito privilegiado e desconhecido (o céu).
“O que será isso?”, pensei. O que o meu criador de baleias jubarte diria que é isso?”
Um viaduto transfigurava-se num elástico trançado gigante quando visto de cima. Uma plantação de tulipas enfileiradas em cores parecia um tapete fofo de lã quando observado sob a visão das águias. E, do alto, mulheres carregando tachos de água nas areias do deserto formavam uma silhueta instigante e verdadeiramente surpreendente. Um atol circundado das águas azuis ficava ainda mais semelhante ao paraíso quando sacada a foto de cima dos ventos.
Mesmo não sendo nada mais, nada menos, que a realidade, fez-me mudar o ângulo – e isso mudou tudo!
Que tal olhar o “desenho” do filho por um outro ângulo e extrair dele a poesia que ele verdadeiramente traz? Pode ser que a linha de visada dos seus olhos não estejam à altura real do desenho dele.
De qualquer modo, vale muito a pena levar o seu filho para conhecer a exposição (gratuita) no vão do MASP e nas grades do Parque Trianon, até 15 de dezembro de 2013.
Abraço, Edson
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Como desenvolver o prazer de ler

Ler é uma obrigação ou um prazer? Você já se perguntou se realmente está contribuindo para que a leitura se torne um hábito para o se filho?

Ler antes de dormir ou de alguma maneira ritualizar um momento de leitura, com dia marcado, toda semana (lendo juntos um livro ou cada um lendo o seu) são maneiras que encontramos de criar e manter o interesse dos pequenos nos livros.

Para reflexão segue abaixo um texto muito interessante da Rosely Sayão sobre esse assunto (Caderno Equilíbrio da Folha de São Paulo de 6/11/2012).

Leitura nos olhos dos outros

Se ler é bom, por que nós, adultos, lemos tão pouco? No Brasil, a média por pessoa é de só um livro por ano

Recentemente foi comemorado o Dia Nacional do Livro. A data lembrou a importância da leitura na vida das crianças e de todos nós.

Esse é um bom motivo para refletirmos sobre a contribuição que o mundo adulto dá para que os mais novos tenham a chance de desenvolver o gosto pela leitura.

Primeiramente, é bom reconhecer que temos uma posição bastante moralista a esse respeito. Famílias e escolas repetem à exaustão que ler é uma coisa boa.

Desde os primeiros anos escolares até o último ano do ensino básico, a lista de livros obrigatórios é enorme.

Mas será que ler é mesmo bom? Se é, por que temos de repetir tanto essa recomendação e nem assim conseguimos resultados?

Talvez porque obrigação não combine com prazer e ler deveria ser uma questão de prazer. Muita gente se preocupa em desenvolver o hábito da leitura. Prova disso é que nossas crianças ficam com a agenda abarrotada de coisas para ler.

Entretanto, hábito é coisa bem diferente de vontade. Em relação à leitura, o que podemos fazer é plantar nos mais novos a vontade de ler, mostrando as emoções que essa experiência proporciona.

A segunda questão que temos é a seguinte: se ler é tão bom assim, por que é que nós, os adultos, lemos tão pouco? Pesquisas mostram que o índice de leitura espontânea no Brasil é de pouco mais de um livro por ano! Muito pouco, quase nada, na verdade.

Isso significa que, depois que o jovem sai da escola, ele simplesmente deixa de ler.

O que podemos fazer para que os jovens encontrem seu próprio caminho no mundo dos livros? Para que desenvolvam um gosto verdadeiro pela leitura?

Os pais podem, por exemplo, ler e contar histórias para os filhos pequenos. Muitas famílias já cultivam o momento da história, lendo para os filhos de até seis anos antes de a criança se recolher. A questão é que eles não sabem como seguir com esse ritual depois que a criança cresce.

A partir dos sete, oito anos, muitas famílias se rendem aos outros interesses que a criança passa a ter: programas de televisão, internet, videogames, jogos de computador etc.

Entretanto, ouvir e contar histórias para os filhos é um hábito que poderia seguir até o fim da infância como um grande incentivador não apenas do gosto pela leitura, mas também como um elemento intensificador das relações familiares.

Depois que a criança ganha fluidez, é hora de pedir para que ela também leia para os pais. Mostrar interesse pelos livros que ela escolhe, ouvir com atenção as histórias que a criança conta sobre sua própria vida e ler ao seu lado são excelentes maneiras de estimular a atividade leitora dos mais novos.

As bibliotecas também poderiam funcionar como locais de incentivo do gosto pela literatura. Para isso, precisariam ser fisicamente mais atraentes, com livros e atividades interessantes. As famílias poderiam incluir a ida à biblioteca como um programa familiar, não é verdade?

Ler sempre -mesmo que por pouco tempo-, comentar sobre os livros que estão lendo e incluir alguns exemplares na bagagem das férias são atitudes que os pais podem adotar para mostrar aos filhos, na prática, que ler é bom de verdade.

E as escolas? Essas têm um enorme potencial para desenvolver com seus alunos o interesse pela leitura. A maioria tem optado pelos caminhos mais fáceis e menos produtivos: responsabilizar as famílias por isso e obrigar os alunos a ler. Poucas são as escolas particulares que têm uma biblioteca atraente.

Aliás, aí está uma boa questão para os pais que procuram escolas para os filhos: visitar a biblioteca escolar e saber como ela é usada por alunos e professores.

E, por falar em professor, quantos deles demonstram aos alunos que têm paixão pela literatura?

Se ler é mesmo bom, vamos provar isso aos mais novos.

Você também pode ler o texto aqui.

Mais sobre alimentação

Acabei de conhecer um site muito legal sobre alimentação infantil, o Comer para Crescer. Tem de tudo lá, desde de cardápios, receitas, até reflexões sobre alimentação, o papel do pais, etc. Vale a pena uma visitinha! Difícil vai ser ficar pouco tempo por lá, pois um post puxa outro…  😉

Abaixo um post sobre o paladar infantil:

O paladar infantil

Compartilho alguns fatos que descobri sobre o paladar infantil, depois de muitas matérias feitas e editadas. Tudo para ajudar a gente na mesa!

* As preferências e rejeições começam a aparecer por volta dos 2 anos. Até lá o seu papel é o de apresentar, o máximo de alimentos possíveis. Quanto maior a variedade mais chance do seu filho ser mais flexível na mesa
* A criança nasce com certa predisposição para gostar de alguns alimentos e não de outros. Mas os hábitos dos adultos da casa, a cultura de onde ela mora e dos lugares que freqüenta influenciam muito.
*Acredite: se em casa a criança costuma tomar sucos de frutas, ela tende a rejeitar refrigerantes nas festinhas. Eu vejo isso acontecer constantemente com a Isabella. O mesmo ocorre com outros alimentos. O paladar vai se acostumar com comidas saudáveis.
* Mas lembre-se que é você quem constrói os hábitos. Por isso sempre digo que ter filhos é a melhor forma de faze reeducação alimentar. Criança é uma ótima desculpa para a gente comer melhor
* Não adianta querer que seu filho coma frutas, legumes e verduras se isso não faz parte do seu prato – ou pelo menos do seu (sua) companheiro (a). De novo: os hábitos da casa é que formam a criança
* O paladar muda conforme a idade. Por isso hoje você gosta de alimentos que não ligava antes – e não entende como podia gostar de certas coisas na sua infância. Seu filho não vai gostar de shiitake e queijo brie aos 4 anos. Já quando for adulto…
* Para a criança gostar da comida ela precisa ter um contexto positivo. Ajudar na preparação, bom humor na mesa, uma prato bonito e colorido, e adultos que apreciam comer fazem uma super diferença.
* Não adianta fazer um prato nutritivo se a criança não sentir prazer. Ninguém come apenas por obrigação. Os verdes, por exemplo. Ela precisa ver que os pais sentem prazer em comê-los, assim vai associar brócolis a algo gostoso. Daí ser tão fácil gostar de chocolate. Já viu sua cara no espelho quando morde um?

Clicando aqui você lê o post completo, com link para duas reportagens que falam sobre o assunto.

Um Breve Relato de como cheguei ao grupo…

O Guilherme no ano de 2011 entrou na escola, ele estava com dois anos e seu sistema imunológico um pouco mais forte.
Eu sentia uma necessidade de coloca-lo em contato com mais crianças.
Estávamos no processo de adaptação quando conheci a Fabiana, mãe do Vicente.
Entre nossos papos rápidos na adaptação e na porta da escola, descobri que tínhamos algo em comum, nós duas ainda amamentávamos.
Então, a Fabiana, gentilmente me falou de um grupo de mães que estavam sendo orientadas por uma profissional, para que na troca de experiência, pudéssemos aprimorar essa tarefa gostosa, mas de grande responsabilidade que é educar os nossos filhos.
Fui a um encontro, a troca de experiências e os ensinamentos da Gladys, me deixaram fascinada.
O que unia esse grupo de mães, que eram desconhecidas (no meu caso) foi à preocupação de fazer melhor, sem arrogância, mas de tentar agir e fazer as coisas de uma forma mais clara, principalmente para os nossos filhos.
Vieram algumas grandes lições, como Mãe não Erra (nós fazemos o melhor) até descobrirmos novas maneiras, sai o peso e a culpa e entra a busca por conhecimento e troca de experiências.
A mesa, um ensinamento precioso, para as nossas conversas com os nossos filhos, a simbologia de estarmos à mesa, o dialogo, o saber escutar os nossos filhos, a definição de regras e suas consequências, o oficializar também as coisas boas que eles fazem e quando seguem os combinados. Criou-se o canal maravilhoso, para criar a memória na criança.
Mas estar no grupo, ouvir as outras mães, perceber que como eu, estavam com dúvidas, medos, desenvolvendo o seu melhor, aprender com as experiências delas, é algo maravilhoso.
Mesmo quando o tema ainda não aconteceu com meu filho, me sinto mais preparada para quando acontecer, me sinto mais confiante e tudo fica mais claro na hora de viver no dia a dia com meu filho.
Só tenho a agradecer, primeiro a Fabiana que me apresentou esse grupo, a Gladys, pela sua clareza e conhecimento e a cada uma das mães e mulheres especiais que tive oportunidade de conhecer, obrigada Isabella, Joana, Mariana e Ruchelle, eu sinto essa oportunidade como única e especial.
Hoje conhecendo um pouco mais cada uma, as sinto como amigas especiais, não de frequentar a casa, mas de frequentarem meu coração, minhas alegrias, dúvidas e medos, e isso é muito bom. Ter com que dividir e principalmente aprender.

Bolhas divertidas com 1 garrafa de água

Dica bem legal da Joanninha para muita diversão:

bolhas de sabão fáceis de fazer

Você sabia que é possível fazer lindas bolhas de sabão com apenas uma garrafa de água? Vamos apresentar 3 variações que utilizam garrafas de água e detergente. Às vezes, as crianças têm dificuldades para soprar as bolhas com a tradicional varinha, pois ela fica escorregadia e difícil para as pequenas mãos segurarem. Ao usar uma garrafa de água, você pode explorar todos os tamanhos de bolha de sabão!

INGREDIENTES: Adicionar aproximadamente 1/4 de água para 1 colher de detergente em um pequeno recipiente. Certifique-se de que o recipiente tenha um fundo plano e um diâmetro maior do que a garrafa de água que você irá utilizar. Misture tudo. Não misture demais, isto pode causar bolhas dentro do recipiente, que faz com que seja mais difícil de utilizar para fazer bolhas depois.

MODO DE FAZER:

Método 1 – Mergulhe a abertura da boca da garrafa de plástico no recipiente com a solução, tire e aperte suavemente o frasco. O ar de dentro da garrafa de água vai empurrar o sabão do topo e vai criar uma bolha de sabão. Em seguida, pode soprar a bolha formada fora do topo da garrafa.

Método 2 – Corte a parte inferior da garrafa de água, certificando que o corte esteja limpo e uniforme. Mergulhe a extremidade cortada do frasco no recipiente com a solução. Sopre através da boca da garrafa para criar bolhas na parte inferior da garrafa.

Método 3 – Corte um pequeno buraco na borda inferior da garrafa de água, isso vai se tornar um bocal para soprar as bolhas. Mergulhe a boca da garrafa no recipiente com a solução, em seguida, assopre através do buraco que você criou.

Você pode usar garrafas maiores, como garrafas de refrigerante de 1 litro e criar bolhas ainda maiores! Para mais diversão, decore sua garrafa de água do seu jeito.