Mãe, o bicho papão tá lá embaixo da minha cama

Aí o bicho papão fica com essa cara de “Ué?”

A história começou assim.

“ – Mãe, acho que o bicho papão tá embaixo da minha cama”.

– Não acredito, filho! Que bicho mais bagunceiro. Tá fazendo o que embaixo da cama? Será que ele não sabe que a gente dorme em cima do colchão? (risos o pequeno). Acho que ele tá maluco. E além do mais, embaixo da sua cama?Ele devia estar na cama dele a essa hora. Deixa a mãe dele saber disso.

– E o que a gente faz?

– Vamos lá conversar com ele e explicar isso.

(lá fomos nós)

– Bicho papão, você não sabia que a gente tem que dormir em cima da cama? E, olha, melhor você voltar pra sua casa que a sua mãe deve star super brava. Nós vamos lá na sala e você vai embora, tá?

-Isso mesmo, seu bicho papão.

(fomos pra sala)

– Mãe, e se ele voltar?

– Já sei, Vi, vamos colocar um bilhetinho na janela e aí ele não erra mais de quarto.”

Foi incrível. Além do que os bilhetes prosperaram lá em casa. (Mas falo de bilhetes noutro post)

Sempre tratamos os medos como coisas engraçadas aqui em casa. Acolhemos os medos de monstros e cia que chegam, mas tentamos coloca-los sob uma visão mais leve, do engano, da bagunça, da diversão. E funciona. Nunca precisamos entrar muito na questão. A gente também tenta saber de onde vem. Às vezes é de um desenho, de um livro, às vezes é do medo que um amigo tem. E aí tentamos contextualizar, explicar.

E essa brincadeira com monstros e medos resultou numa outra invenção do Vicente: armadilha pra monstros. Ele pega brinquedos, talheres de cozinhar (de madeira, bambu, plástico), cordas, baldes e vai montando uma teia que é um verdadeiro circuito pro monstro que tentar entrar em casa. A sala fica toda tomada. Tacos de golfe presos entre as almofadas do sofá, cordas ligando o sofá à mesa, à janela, à varanda.

 “Mãe, se o monstro entrar, ele vai tropeçar aqui, escorregar ali, correr por essa corda até a cadeira, a cadeira vai cair, ele vai girar pra cá, vai se pendurar ali, subir na mesa, escorregar e cair no balde de lama. E aí a mãe dele vai ficar muito brava quando ele chegar todo sujo assim”.

E vai dormir se divertindo com a armadilha e a bagunça que ficou na sala.

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Diversão no banho. Pintura em auto-relevo.

Adorei! Vou compartilhar com vocês a dica de uma amiga que achou.

INGREDIENTES:

1 xícara de sabonete infantil ralado
1/2 colher de sopa de corante alimentício
3/4 de xícara de água quente

Outros: potes para misturar e binasgas de catchup para colocar a mistura.
Sugerimos usar um sabonete para pele sensível, já que a criança irá manuseá-lo.

 

MODO DE FAZER:

Use seu liquidificador ou processador de comida para misturar, assim terá uma consistência espessa. Adicione a xícara com os flocos de sabão ralado e coloque a água quente gradualmente. Verifique se a água está quente! O 3/4 de xícara de água é uma sugestão, pare de adicioná-la no momento em que tiver uma textura espessa, mas ainda macia.

A última etapa é misturar a massa com a tinta, para isso pode usar potes com palitos de picolé, a brincadeira permite assistir as cores se misturarem, uma lição prática na teoria das cores.

Depois de pronta, coloque a mistura na bisnaga, a espessura da tinta realmente deixa a textura em alto relevo. Quando acabar toda a tinta da bisnaga, a criança pode misturar e brincar com os dedos.

Limpar tudo é muito fácil. Basta molhar a pintura com a água do chuveiro e assistir as cores desaparecerem sob o jato d’água, essa etapa também faz parte da diversão!

Via Dicas pra Mamãe.