Dica de corrida para os baixinhos

Olá, minha irmã me enviou o link agorinha…..

http://www.cartoonnetworklatam.com/cc2012/br/

Uma corrida com crianças acompanhadas de adultos, tem por faixa etária.

Inscrição e todas as informações no site.

Acho legal incentivar o esporte, algo fundamental para saúde e até para disciplina e superação.

Ainda mais em tempos de olimpiadas, assim podemos falar de tantos tipos de esportes com os baixinhos e incentivá-los ainda mais.

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Um Breve Relato de como cheguei ao grupo…

O Guilherme no ano de 2011 entrou na escola, ele estava com dois anos e seu sistema imunológico um pouco mais forte.
Eu sentia uma necessidade de coloca-lo em contato com mais crianças.
Estávamos no processo de adaptação quando conheci a Fabiana, mãe do Vicente.
Entre nossos papos rápidos na adaptação e na porta da escola, descobri que tínhamos algo em comum, nós duas ainda amamentávamos.
Então, a Fabiana, gentilmente me falou de um grupo de mães que estavam sendo orientadas por uma profissional, para que na troca de experiência, pudéssemos aprimorar essa tarefa gostosa, mas de grande responsabilidade que é educar os nossos filhos.
Fui a um encontro, a troca de experiências e os ensinamentos da Gladys, me deixaram fascinada.
O que unia esse grupo de mães, que eram desconhecidas (no meu caso) foi à preocupação de fazer melhor, sem arrogância, mas de tentar agir e fazer as coisas de uma forma mais clara, principalmente para os nossos filhos.
Vieram algumas grandes lições, como Mãe não Erra (nós fazemos o melhor) até descobrirmos novas maneiras, sai o peso e a culpa e entra a busca por conhecimento e troca de experiências.
A mesa, um ensinamento precioso, para as nossas conversas com os nossos filhos, a simbologia de estarmos à mesa, o dialogo, o saber escutar os nossos filhos, a definição de regras e suas consequências, o oficializar também as coisas boas que eles fazem e quando seguem os combinados. Criou-se o canal maravilhoso, para criar a memória na criança.
Mas estar no grupo, ouvir as outras mães, perceber que como eu, estavam com dúvidas, medos, desenvolvendo o seu melhor, aprender com as experiências delas, é algo maravilhoso.
Mesmo quando o tema ainda não aconteceu com meu filho, me sinto mais preparada para quando acontecer, me sinto mais confiante e tudo fica mais claro na hora de viver no dia a dia com meu filho.
Só tenho a agradecer, primeiro a Fabiana que me apresentou esse grupo, a Gladys, pela sua clareza e conhecimento e a cada uma das mães e mulheres especiais que tive oportunidade de conhecer, obrigada Isabella, Joana, Mariana e Ruchelle, eu sinto essa oportunidade como única e especial.
Hoje conhecendo um pouco mais cada uma, as sinto como amigas especiais, não de frequentar a casa, mas de frequentarem meu coração, minhas alegrias, dúvidas e medos, e isso é muito bom. Ter com que dividir e principalmente aprender.

Dica já conhecida, mas vale pena REFORÇAR – O SESC e sua programação

Tenho uma dica que já é bem conhecida de todos, mas acho que vale a pena reforçar, o SESC é uma opção ótima para os nossos pequenos, o custo benefício de ir ao um show, ou de ir simplesmente ao SESC é ótimo.
Entrar no site do SESC (www.sescsp.org.br) para encontrar o mais próximo de sua casa, e dar uma olhada na programação do final de semana, tem sempre alguma apresentação ao ar livre, alguns que conheço possuem espaço/salas com opção de brincadeiras ligadas ao movimento do corpo, tem um restaurante legal com comida e frutas e se tiver um tempinho você pode ir aos shows que custam para os que não são comerciário entre R$ 10,00 à R$ 20,00.
Outro dia uma amiga foi no show do Palavra Cantada e pagou R$ 4,00 ela era comerciária, mas o preço dos não comerciário eram R$ 12,00. (Aquele mesmo show que custava em uma casa de show de R$ 50,00 à R$ 120,00)
A grande dica é que as vendas de ingressos começam acontecer a partir do dia 25 de cada mês para o mês seguinte nas datas de apresentações entre 01 à 07 e a partir do dia primeiro de cada mês para os shows que são do dia 08 até final do mês.
O que vale é ficar ligado na programação, assim você vai conseguir assistir a shows incríveis, em locais ótimos, e vale comprar em qualquer SESC , mesmos os shows e espetáculos de outro SESC.

Como é gostoso brincar, mas temos que ensinar que também é gostoso guardar os brinquedos

Como é gostoso brincar com os nossos filhos, sentar no chão, compartilhar momentos de troca, de amor e de alegria.
Quando a brincadeira acaba, precisamos falar para ele, que como foi gostoso brincar, que também é gostoso cuidar das nossas coisas, ter organização, criar memórias de responsabilidade e que é preciso então, guardar os brinquedos.
Não sei as demais crianças, mas o Guilherme nessa hora tinha e às vezes ainda tem um súbito cansaço, e veio então à necessidade de ajustarmos as coisas, rolou uma mesa sobre o tema, definimos as regras e as consequências.
Fizemos a mesa, vez ou outra ele perde temporariamente o brinquedo, essa é a consequência, mais temos que estimulá-los como nossa casa é legal, organizada, como o espaço que foi arrumado ficou legal.
Mostrar com clareza as regras, mas devemos usar a criatividade e de uma maneira positiva.
Então no grupo aprendi algumas dicas preciosas:
Primeiro oficializar a regra de brincar e depois guardar os brinquedos na mesa, explicar os motivos da regra, falar sobre o assunto e ouvir a criança.
A perda tem que ser temporária nada radical de tirar para sempre, tem que ser um meio de aprendizado que seja possível resgatar os brinquedos, e para isso, basta cumprir o combinado.
É bom lembrarmos que somos exemplos, e que não podemos simplesmente fazer as regras para eles e nós não cumprirmos, eu e meu marido temos que cumprir o combinado, então nada de sapato jogado ou bagunça ao chegar do trabalho.
Mas é gostoso ver depois de um tempo, que ele está captando a mensagem da organização, que sabemos será de grande importância para toda sua vida.

Transpondo o peito

Quando engravidei fiquei muito feliz , mas também assustada e preocupada…como eu iria inserir uma criança na minha rotina, tanto trabalho, pouco tempo, o corpo mudando, enfim, depois eu percebi que o Guilherme já tinha tomado conta da minha vida e que tudo vai acontecendo naturalmente para o nosso mais completo espanto.
E me lembro que uma das coisas que pensei foi, será que vou gostar de amamentar, a ideia de uma outra pessoa, mesmo sendo meu amado filho me sugando de três em três horas e se alimentar do meu leite, a ideia de eu produzir leite, me passou a primeira vista como algo estranho, pensei, vou me sentir como uma vaquinha, como a nossa percepção muda completamente!
Quando enfim o Guilherme nasceu, eu tive muito leite e amamentar foi natural, ele pegou no primeiro dia de forma natural e tranquila, sem dores, sem grandes problemas.
Então descobri que amamentar é maravilhoso e com a campanha nacional de amamentação, que é saudável fisicamente e emocionalmente para as crianças.
Quando o Guilherme completou 2 anos e dois meses já escutava alguns comentários na família, até quando você irá amamentar, ele está enorme e ainda mama no peito; o Gui entrou na escolinha e essa percepção de que amamentação já não era tão bem vinda veio novamente, falaram que as crianças que ainda mamam demoram mais para se adaptar na escola, que são muito apegados a mãe, mas de uma forma negativa mesmo, fiquei bem preocupada, mas não vi isso no meu filho.
Tive tranquilidade para pensar e ponderar no que estava acontecendo e percebi como em outros assuntos, cada família, cada mãe, cada filho tem seu modos operandi e seu tempo, não existem verdades absolutas e não senti que estava prejudicando ou tornando a relação dependente, estava bem ele ainda mamar.
Depois de alguns meses, percebi que o Gui corria para o peito quando ficava triste ou com sono ou quando precisava de aconchego e começou a ficar mais chateado se eu não estava em casa quando ele dormia, e então pensei, vou pesquisar na internet o tema, vou falar com mães que ainda amamentam, agora sim, acredito que o peito possa estar prendendo ele demais e que já era hora de libertá-lo.
Achei várias opiniões, há um grupo totalmente contra amamentação nessa idade, por causa da dependência, outras opiniões reforçavam que a criança se desvincularia naturalmente, um dia não iria mais querer mamar no peito.
Não estou aqui para julgar, fui lendo e pensando, dei um tempo para Gui e no ritmo que estávamos eu tenha certeza que ele mamaria até os sete anos….e conversando com uma mãe/companheira do grupo que havia transposto o peito e escutando o grupo, senti algo, essa decisão é bem pessoal viu, que era hora do novo ciclo, essa mudança seria profunda para mim e para ele.
Afinal há dois anos e onze meses, todos os dias, ficavamos juntos, eu alimentava meu filho, com meu leite, meu amor e meu carinho, e ele me dava em troca, o seu olhar, a sua tranquilidade e o seu amor.
Aos poucos, fui me fortalecendo que havia chegado a hora, ele sentindo isso, ficava mais pegajoso e manhoso com o peito.
Decidi fazer uma Mesa com Gui sobre o tema, ele não gostou, disse que não queria perder o Tetê e iniciei o processo, foi mais dolorido na imaginação do que na realidade.
Decidimos que na sexta-feira seria o último dia, faltando um mês para ele fazer três anos, que eu amava amamenta-lo, mas que isso não estava mais combinando com um menino de três anos, que a fabrica do leite da mamãe iria parar e propus que ele iria ganhar um copo novo (dica de uma mãe/companheira) e que quando ele quisesse eu daria abraços, colos, agua, suco e leite para ele.
A força novamente do Zé foi fundamental, bem como o apoio da Gladys e das mães na mesa, decidida, nos primeiros dias eu não arriscava coloca-lo para dormir, mas um novo ciclo aconteceu, o peito foi uma fase maravilhosa, mas ficou para trás.
O Guilherme ate hoje vez ou outra, quer ver, cheirar, passar as mãos nos meus peitos, acho que ele amou muito essa etapa da vida dele, sente falta as vezes, mas conseguiu avançar. Eu também sinto falta, mas cada nova fase, nova experiência, é maravilhoso, agora ele já não usa fralda, não mama no peito, tem grupo de amigos da escola, da praça, da natação e segue o seu caminho.

Transpondo a Fralda do Guilherme

Tirar a fralda é sempre uma preocupação de toda mãe. O filho cresce e as dúvidas e preocupações vão surgindo. Qual o melhor momento? Ele está preparado para mudança? Como devo fazer? E se houver resistência? Foi com essas e outras dúvidas que iniciei o processo de tirar a fralda do Gui.
Em uma de nossas conversas na mesa com as minhas queridas mães/companheiras e já no meio do caminho dessa história, aprendi que o melhor nome para essa nova etapa é TRANSPOR A FRALDA, superação de algo, novo ciclo e não tirar algo do meu filho.
O processo todo foi longo. Iniciei pensando da maneira antiga em como tirar a fralda. Após ler alguns sites, falar com a minha mãe e irmã (que passou por essa etapa em duas ocasiões) decidi……o Guilherme irá transpor a fralda em etapas, xixi, coco e noturna.
Iniciei a conversa com meu filho e comecei o processo de transpor a fralda do xixi quando ele estava com dois anos e dois meses.
Não foi tão fácil, mas também não foi tão difícil. Ele se acostumou depois de alguns dias. Ficou bravo e em algumas ocasiões fez xixi na calça. Ele se adaptou. Pensei “ufa, essa foi fácil”.
A noturna foi da mesma forma. Eu acordava durante a noite e levava o Gui para fazer xixi. No começo ele chorava e não queria. Fui explicando que eu acordava, o papai acordava para fazer xixi no vaso, assim evitávamos o xixi na cama.
Alguns dias depois ele foi aceitando e fez até hoje três vezes xixi cama. Lógico que a mãe um pouco exagerada acordava a cada duas horas para levá-lo ao banheiro, com direito a alarme avisando e tudo o mais. Agora, estamos equilibrados, duas vezes durante a noite quando eu acordo.
Então transpor a fralda parecia coisa fácil, com a minha santa ignorância fui adiando o que talvez eu já soubesse: o coco iria ser mais complicado. A agora escrevendo, percebo que eu também estava com medo. Com a participação no grupo e um pouco menos ignorante, sentei com ele na MESA para definirmos que ele teria que fazer coco no vaso. Um detalhe importante: ele não mais usava fralda e quando sentia vontade, me pedia para colocar a fralda e fazia o coco nela.
Ele já tinha controle da vontade, o desafio era ele deixar de fazer na fralda e fazer no vaso.
Primeira tentativa
Marcamos data e fim do estoque das fraldas para iniciar. Começamos em um domingo, com choradeira. Foram horas no vaso sanitário conversando com ele, vendo livros e conversando e NADA. Passados dois dias, eu desesperada e com medo de deixar meu filho traumatizado recuei. Dei a fralda.
No grupo fui escutando e me fortalecendo para tentar novamente. Então percebi que na mudança do xixi e da fralda noturna eu estava segura, e que agora eu estava com medo igual ou maior do que o Guilherme estava.
Segunda tentativa
Nova data e após uma mesa com o Gui, iniciamos novamente o processo de transpor a fralda. Pude perceber que eu estava com medo de fazê-lo sofrer, e o meu medo incentivava o dele. Primeiro dia nada. Fez coco na calça no dia seguinte de madrugada, chorou, ficou triste e pensei: caramba, como pode ser? Eu forçando meu pequeno de dois anos e dez meses nesse processo….., talvez ele precise de mais tempo para tirar o coco. Meu marido me olhou nos olhos e falou “não podemos recuar”. Me fortaleci com a certeza dele e, no total desespero, topei continuar.
No dia seguinte sentamos novamente no vaso, ele chorando pedindo fralda e já em desespero. Então tentei conversar novamente e ele falou que estava com medo, lembrei-me de uma dica preciosa de uma MÃE NA MESA: abrace ele! Abracei e nós dois abraçados, nós conseguimos, ele fez o coco e eu percebi que ele tinha vencido uma barreira, tinha superado seu medo.
Quando a Gladys falou a respeito da transposição, eu entendi na hora. Eu me culpava em tirar algo dele e não entendia que ser mãe é ajudá-lo a superar seus medos.
E então percebi que temos sim que enfrentar os nossos medos e ajudá-los a superar os medos deles, a transpor as etapas nas suas vidas. Temos que apoiá-los em cada etapa e olha que serão muitas, algumas vamos lembrar como essa do coco e outras nem percebemos.
Agradeço ao grupo e a Gladys a percepção maior que tive com essa dificuldade. Temos que sentar na MESA com os nossos filhos e conversar de forma franca com eles, decidir uma ação e acreditar no que falamos e nos combinados que fazemos com eles, e ajudá-los a transpor as inúmeras etapas que irão passar nessa vida.