Da mamaderia para o copo!!!

No último fim de semana eu e meu marido resolvemos fazer a transposição da mamadeira para o copo. Na verdade foi meio sem querer querendo!!!!

Tínhamos que comprar aquele protetor lateral de cama para cama de criança e resolvemos abordar o assunto da mamadeira. Gael toma bastante leite aqui em casa, principalmente quando está com sono. Ele agora já está com 2 anos e achamos que era um bom momento para fazer essa mudança. Claro que para mim foi um momento de angústia pois fiquei imaginando: será que ele iria aceitar??

Fizemos a mesa e conversamos com ele para escolher um copo novo para começar a tomar o leitinho nele, pois ele já está crescendo. Ele falou que tudo bem meio pensando: será que é verdade que fizeram essa proposta para mim????

Chegando na loja vimos tudo que precisávamos e fomos na seção dos copos. Meu filho mais velho também queria um copo novo já que e o outro ia ganhar um, falamos que tudo bem. Gael ficou olhando para os copos e papai conversando com ele e mostrando e explicando, até que finalmente ele escolheu. Gaizka escolheu um rapidinho do Mc Queen e o Gael um do Homem de Ferro.

Chegamos em casa e claro ele quis mamar, fizemos no copo novo, bebeu um pouquinho olhou para o copo, bebeu mais um pouco e em seguida desistiu.

Nossa!!! Pensei, e agora, já não podemos voltar atrás, conversamos de novo com ele e novamente falou que tudo bem.

À noite só estávamos eu e ele, na hora do mamar ele rejeitou o copo. Então eu ofereci o copo novo do Gaizka que era mais adequado pois tinha o bico mole e o que o Gael escolheu foi um bico duro. Ele aceitou, tomou tudo e eu fiquei aliviada. Nos outros dias ele bebia olhava para o copo e bebia mais um pouco, às vezes mamava tudo, às vezes não. Era o processo de adaptação mesmo.

No final acho que foi bem tranquila essa passagem, agora estou devendo um copo bem legal para o Gaizka, conversei com ele que aquele copo que ele escolheu era para criança da fase do Gael – o que é verdade, mas ele quer um novo, nada mais justo também!!!!

Próxima fase: transpor do berço para a caminha, mas tudo com calma!!! Uma coisa de cada vez!

Cuidado para não virar tartaruga!!!

Nós mães temos manias de levar tudo o que é possível na bolsa de nossos filhos para não ter imprevistos indesejáveis. Levamos roupas extras, lenço de papel e por aí vai!!!

Mas outro dia eu vi na natação do meu filho menor uma da mães levar um penico numa bolsa para a filha que está transpondo a fralda.

De início achei que ela estava com o penico porque tinha acabado de comprar. Porém me enganei: a menina pediu para fazer xixi e ela prontamente pegou o penico onde colocou a menina. Depois, a avó lavou o objeto e seguiram em frente – ela, a filha e o penico embaixo dos braços como uma fardo para a mãe!

As vezes fazemos coisas para agilizar nossa vida mas não paramos para pensar no que isso de fato pode ter como consequência. Já pensou no dia em que ela não estiver com o penico na mão!? O que deve passar na cabeça da criança em relação ao penico, o xixi e o banheiro!!!???

Não podemos levar a casa nas costas como tartarugas para criarmos nossos filhos!

Ah a chupeta!! A queridinha do meu filho

O meu filho não tinha paninho, ursinho ou outro brinquedinho que ajudava a acalma-lo, ou outro objeto que dormia junto com ele, somente a chupeta. Quando tinha um ano e meio começamos a restringir a chupeta somente para a hora de dormir e deu certo.

Depois afrouxamos um pouco e ele foi usando por mais tempo durante o dia. A dentista e a fonoaudióloga falaram que a chupeta estava começando a prejudicar a estrutura dentária e consequentemente a fala. Comecei a conversar com ele dizendo que a chupeta fazia mal à ele, e explicava o porquê. Ele pensava e perguntava de novo o que acontecia mas não largava.

Várias pessoas me falaram para tirar a chupeta e que ele iria chorar por 3 dias e depois ia esquecer. Sinceramente, eu e meu marido não concordamos e não queríamos fazer isso com ele. Imagina se tirassem alguma coisa minha sem mais nem menos como eu ficaria!!!!

Meu segundo filho estava para nascer e a chupeta estava ganhando cada vez mais o seu território.

Achei que seria uma situação bem difícil. Mas contei com apoio do grupo e da Gladys que mais uma vez falou em transpor a chupeta para uma fase condizente com a idade dele. Ela me orientou a fazer a mesa!

Primeiro, fizemos perguntas para ele falar, como quantos anos você tem agora? E menino dessa idade já sabe fazer o quê? E ele ia descrevendo tudo com um orgulho enorme do que já sabia fazer até que ele adivinhou, “isso é sobre a chupeta né???”

Nós falamos que sim e novamente explicamos o porquê dessa mudança. Para completar meu marido teve uma ideia genial e sugeriu que ele guardasse a chupeta num baú pequeno ou caixa como os piratas que guardam o seu tesouro e deixam lá para ninguém pegar. Ele topou na hora e pediu para guardar o baú na cozinha no armário lá no alto, o que nos surpreendeu. Foi assim que transpusemos a chupeta sem trauma para ninguém. É claro que nos 3 primeiros dias ele ficou bem mais irritado, aliás bem chatinho, mas nunca pediu a chupeta.

Eu fui dormir com a sensação de dever cumprido e com um sorriso tão grande que parecia que eu tinha ganhado na mega-sena!!

O legal é que uma semana depois a Isabella fez a mesa e usou a ideia do tesouro com o Caio e também deu super certo!

Dica de lazer em São Paulo

Esse livro acabou de ser lançado e traz um guia de lugares divertidos para visitar e conhecer uma São Paulo com crianças. Escrito por uma mãe que adora sair e não deixou de fazer isso após o nascimento do primeiro filho. Ao contrário do que a maioria dos pais fazem, adaptou-se a nova situação e conheceu uma nova forma de diversão!!!

http://revistacrescer.globo.com/

Ah meu filho agora come!

Quando o grupo começou éramos apenas 3 mães e não nos conhecíamos direito. Já há muito tempo estava angustiada pois meu filho não comia direito aqui em casa mas na escola comia tudo. Isso me incomodava bastante e não sabia como resolver, conversava com meu marido e ele falava “Joana tá bom, pelo menos ele faz uma refeição boa e na outra come papinha Nestlé”. Para não ficar me achando tão ruim como mãe pensava “é, pelo menos ele faz uma refeição boa”, e guardava essa culpa comigo. Minha esperança e força vieram quando entrei para o grupo. Tivemos duas reuniões e na terceira tive coragem de falar do meu fracasso na alimentação. O pior é que aqui em casa comemos bem, bastante salada, verde escuro, feijão e arroz integral.

Encarei meu medo da vergonha, mas ao mesmo tempo fortalecida para a mudança que queria fazer e tinha visto no grupo e na Gladys a chance de corrigir minha atitude e do meu marido com o Gaizka.

Gladys falava da importância de “fazer a mesa” com o filho. Eu pensava que tudo que ela dizia de “fazer a mesa” faz sentido, o difícil é você como mãe achar que realmente esse é um caminho que vai dar certo para a orientação do seu filho em sua casa.

Ela me orientou como fazer a mesa, as palavras que eu iria utilizar na hora da mesa: você já não é mais neném para comer papinha Nestlé, que faz mal. Aqui em casa todos comem comida saudável, carne, arroz, feijão, verde. A partir de agora não entra mais papinha em casa pois isso não combina com sua idade.

Fui conversar com meu marido a respeito do encontro e do meu desejo de corrigir a alimentação do Gaizka e ele me apoiou 100%. Além de “fazermos a mesa” fui conversar com a diretora pedagógica sobre a alimentação dele na escola e levei ao pediatra que foi outro para que tive que dizer a verdade (também tinha vergonha, vê se pode?). Ele também conversou com o Gaizka e a partir desse movimento meu filho foi passando a comer tudo. A salada ainda não consegui, mas chego lá!

Eu como mãe fiquei muito feliz pela ajuda e apoio que tive de todos. Fiquei imensamente feliz e realizada de ter corrigido um erro que fizemos no passado. E principalmente vi que nós como pais temos que ter atitudes para mudar já o que está errado e não empurrar com a barriga e depois ver no que dá!