Bebê novo em casa

Novo filho, novo quarto, e adeus escritório ! Mandamos fazer alguns móveis, e reposicionamos alguns. Pois bem, quarto do Vitor pronto ! Lindo, arrumadinho. E o Caio ? Pois então, com a saída da cômoda para o quarto do Vitor, ganhou uma mesa-bancada azul, novinha, desenhada pelo papai. Ótima para as brincadeiras, e móvel de menino “grande”.

Faltavam 3 meses quando falamos para o Caio: “Seu irmão nos falou que quer trazer um presente prá você quando ele nascer ! O que você vai querer ?”. Ele escolheu um Kit Lego do Macqueen. Papai entrou na internet, comprou. Guardamos bem escondido.

Na semana do nascimento, colamos fotos do Caio na maternidade na porta da geladeira. Falamos pra ele: “O Vitor vai nascer desse jeito, bebê. Igual a você nessa foto. “ Vimos algumas vezes ele olhando para as fotos….

O Milton falava pra ele: “Filho, ser nenê é muito chato. Nenê só mama, dorme e faz cocô ! Não pode brincar nem de Thomas (o trenzinho, que ele é vidrado), nem de Macqueen. Você quer ser nenê ?”. Não preciso nem dizer que ele respondia na hora que não.

Enfim, ele foi pra maternidade, ficou ótimo, não mostrou nenhuma reação ruim, queria beijar e acariciar o irmão. Foi lindo !

Agora, com o Vitor completando 2 meses, posso falar de uma coisa muito legal que aconteceu.

Eu e meu marido nos preocupamos desde cedo com a reação do Caio, no nascimento do Vitor. Afinal, ouvimos tantas histórias: “meu filho regrediu muito, ele voltou a fazer xixi na cama”, “ele queria beliscar o irmãozinho”, “ele disse que não queria que o irmão tivesse nascido”, etc. Enfim, no final, a maioria acabava dizendo que era uma “fase”e que no final tudo melhorava. É, mas nós não queríamos passar pela tal “fase”. Seria tão bom se o Caio já desde logo tivesse uma boa reação com o nascimento do irmão…..

E aí está o motivo do post. Não sei se já posso cantar vitória, afinal foram só 2 meses, mas….. o Caio nos surpreendeu com a sua reação. Ele trata o irmãozinho de forma muito afetiva, desde o começo, não demonstrando nenhum tipo de rejeição ao irmão. Bem pelo contrário, outro dia o vi ao lado do berço falando “Te amo, Vitor”. Foi lindo. E acreditem se quiser, mas acho até que ele “amadureceu”muito. Parece até que ele começou a se sentir mais “responsável”, por ser o filho mais velho…..

Bem, mas agora vou dizer o que fizemos, que quero compartilhar, pois acho que pode ter feito toda a diferença !

Durante a gestação, começamos a sistematicamente, em momentos mais descontraídos, a mostrar fotos e vídeos do Caio durante o seu crescimento. Afinal, a gente sempre tem um monte dessas fotos, não é ? Pois é, no nascimento, 6 meses, começando a andar, fazendo gracinhas, etc. E sempre perguntando: Quem é esse aqui ? E ele respondendo: “Sou eu”, dando risada. Daí comentávamos: “seu irmão também vai ser pequeno e crescer, igual a você”!

A Chegada do Segundo Filho

Eu sou a Isabella, tenho 31 anos, sou médica, mãe do Caio de 3 anos e meio e estou gestando o Vitor, que agora, que estou escrevendo este texto, está com 35 semanas.

Gostaria de compartilhar com vocês que estão lendo este blog, algumas situações e experiências que estou vivenciando nestas semanas finais da minha gestação. Vou focar em um aspecto: como lidar com os sentimentos e atitudes do meu primeiro filho em relação a mim e ao irmão que vai chegar.

Vencendo o ciúme com responsabilidade compartilhada

O Caio ficou muito chateado e bravo quando vieram instalar a cortina do quarto do bebê. Antecipando a entrega do sofá cama fiz mesa com ele na véspera e deixei-o responsável por mostrar o local onde deveriam colocar o móvel. Foi um sucesso. Quando eu e o meu marido chegamos, meu filho, orgulhoso, veio nos mostrar que a tarefa havia sido cumprida conforme o combinado.

Mamãe também era criança

Outra experiência positiva que estou fazendo é contar para ele a história de quando EU era pequena. Isto virou uma rotina para nós e a cada “capítulo” vou inserindo situações de convivência entre irmãos.

Segundo a Gladys, a pedagoga que é nossa orientadora, no contexto de uma história a criança fica mais confortável porque é algo que ela domina como se pudesse concretizar seus medos e angustias, dando um tamanho para este irmão que vai chegar.

Também segundo nossa orientadora, faz parte dessa fase desenvolvermos um sentimento de superproteção e exacerbação do afeto para com o primeiro filho. Isto esboça um pesar de CULPA porque tão logo teremos que dividir e alojar o amor para ambos. Uma pergunta frequente é se vou conseguir amar igualmente os filhos? E a resposta das mães nesta mesa e de todas as mães com quem eu converso foi CLARO QUE SIM.

É por essas e outras que podemos constatar “a dor e a delícia de ser mãe”.

Isa